Qual a melhor escola para seu filho?

Qual a melhor escola para seu filho?

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Qual a melhor escola para seu filho?

Escolher a melhor instituição para a criança é sempre uma tarefa árdua que requer uma minuciosa avaliação dos pais. Vários fatores, como metodologia da escola, mensalidade, segurança e localização devem ser considerados na hora da escolha, afinal a escola será uma complementação da educação do seu filho. A variedade é enorme e, consequentemente, a decisão é difícil, mas apesar da grande responsabilidade, eles devem estar cientes e confiar na sua escolha. Para que esse momento não seja nenhum “tormento”, conversamos com a psicopedagoga Verúcia Dantas. Ponto a ponto ela analisou o que deve ser considerado nesta hora, e são estas observações que vão ajudar os papais e as mamães. Por Julyana Silveira

Diferencial na hora da escolha de uma instituição de ensino

Para a psicopedagoga, Verúcia Dantas, existe um leque de excelentes escolas focadas e compromissadas na aprendizagem da criança, mesmo que cada um trabalhe de acordo com sua metodologia. “Portanto, o diferencial da escola está atrelado a forma como ela pensa a formação integral do aluno. Isso inclui respeito à constituição da subjetividade e construção dos valores morais e éticos da criança, afinal, isto é ensinado desde cedo”, complementa.

Outros fatores que devem ser considerados

A localização estratégica da instituição é ponto favorável na escolha, já que atravessar a cidade para chegar à escola não favorece nem aos pais, que terão que encarar os engarrafamentos, assim como para a criança que nem sempre tem paciência ou entendimento sobre a demora em chegar à escola. “A localização ganhou grande relevância na escolha”, aponta a psicopedagoga. Sobre a segurança do local, a psicóloga orienta que os pais procurem conferir com o próprio estabelecimento. É natural esse questionamento já que a crianças irão passar um período do seu dia na responsabilidade da instituição.

Mensalidade

“Os valores financeiros também precisam estar adequados a renda familiar”, aponta Verúcia Dantas. E não é só a mensalidade que tem que estar dentro das possibilidades dos pais. O padrão de vida dos outros estudantes também pode ser avaliado durante a escolha, assim como se será possível a criança acompanhar outros acontecimentos e eventos que acontecem ao longo do ano, e que exigem dos pais um custo financeiro. Caso não consiga “acompanhar” os amigos, a criança pode desenvolver um senso de inferioridade.

Número de tarefas escolares.

Enquanto alguns pais consideram como a escola ideal aquela onde mais se aplica tarefas escolares, outros acreditam que um número excessivo pode ser desgastante para a criança. O que se deve levar em consideração é que cada um tem seu ritmo de aprendizagem, segundo a psicopedagoga. “Após uma avaliação dos pais e profissionais, pode-se chegar à conclusão que esse tipo de metodologia está causando tensão na criança. De forma geral, não há indícios que um grande número de atividades estresse a criança, se a mesma realiza as atividades com prazer”, explica à profissional.

A opinião da criança na escolha

Verúcia Dantas reforça que “a escolha da escola é uma decisão do adulto e não da criança”. Mas não por uma imposição dos pais, “na realidade o adulto tem mais experiência de vida do que a criança e na escolha avaliará elementos que a criança ainda não tem maturidade para entender. Portanto, deve ficar claro que a escolha final será do adulto”, explica.

Acompanhar ou não a turma de amigos

Quando o colégio não oferece o ano que o aluno irá cursar, é comum entre os pais optarem por uma escola que a maioria dos amigos da turma escolheu. Mas os pais não devem alimentar a sensação de culpa caso façam uma escolha diferente. Segundo a psicóloga, a criança terá oportunidade de constituir novas amizades e manter o vínculo com as crianças da escola anterior. “A escolha deve ter como uma das prioridades a sintonia entre os valores da família e os valores da instituição de ensino”, orienta a psicopedagoga.

Trocas de colégio

Em algumas situações os pais se veem obrigados a mudar a escola do filho ao longo da sua vida escolar, seja por mudança ou adaptação financeira. Mas caso não seja necessário, a situação deve ter sua ocorrência com menor frequência possível, pois apesar da facilidade de ambientação da criança à nova escola e aos novos amigos, muitas mudanças trazem algumas consequências, tais como: “quebra de continuidade, ruptura de vínculos de amizade, metodologias diferenciadas e tipos de avaliações da aprendizagem diferentes”, finaliza Verúcia Dantas.
Mais dicas na hora escolha:

- Pesquise com antecedência: as escolas que lhe agradam levando em consideração o que foi orientado pela psicóloga. Quando a busca começa cedo, é possível pesquisar com calma e tirar todas as dúvidas antes de tomar a decisão.

- Visite as escolas: os pais devem conhecer a infra-estrutura, o modelo pedagógico e os valores adotados por cada colégio. É importante reunir o maior número de informações e tirar todas as dúvidas nessa etapa.

- Converse com professores e coordenadores: eles vão conseguir explicar melhor quais são os métodos adotados e as formas de avaliação para cada idade. Ao comparar os currículos, podem também identificar possíveis dificuldades que a criança pode ter na adaptação na nova escola.

- Vá a festas da escola: feiras e festas pode ser uma ótima oportunidade para saber como a escola se organiza em eventos e como os pais, professores e alunos se relacionam na unidade.

- Converse com pais de alunos: eles podem ser uma ótima fonte de sugestões sobre escolas que você não conhecia e podem dar informações preciosas sobre o dia a dia em um colégio que você já tenha visitado